quinta-feira, 7 de julho de 2011

PERDÃO

O perdão é assim como uma estrada,
Uma velha estrada de terra batida...
Onde se pode olhar nos olhos,
Dar as mãos, sonhar e correr pela vida.

Perdoar é construir pontes
Sobre águas e magoas...
E ver no horizonte
Despontar um sol de paz
Banhando com brisa calma,
Os prados do corpo e da alma.
 
Per-doar é doar-se pelo outro,
Em nome da reconciliação.
É abrir o coração
Como se abre
Um frasco de mais pura essência:
O suave e denso perfume da convivência.
 
Para reconciliar-se com o mundo,
Até o Criador se deu pela criatura.
Seja na presente circunstância
Ou na desavença futura...
Não há dor que o perdão não cura.

O perdão não deixa espaço para ressentimentos.
O perdão perpetua o calor do abraço,
No momento em que renasce
Com o amor e a confiança, o relacionamento.
 
De novo a velha estrada de chão batido.
Agora, caminho novo, em amor reconstruído.
Depois do abraço da reconciliação
É tempo de recuperar o tempo perdido.
Que a vida sem perdão não faz nenhum sentido.

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