terça-feira, 16 de agosto de 2011

RELIGIÃO: O MAIOR OBSTÁCULO ENTRE O HOMEM E DEUS

Por Benicio Vianna

Textos:

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Provérbios 22.6

  “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. João: 14.6



INTRODUÇÃO

O apóstolo João retrata no cap. 14 toda a perplexidade dos discípulos ao saberem que Jesus ia deixá-los. A mesma perplexidade de muitas famílias que, diante de Provérbios 22.6, e após todos os esforços envidados, vêem os seus filhos afastando-se igreja.

A pergunta de Tomé: “como saber o caminho?” Tem a mesma angústia da pergunta de tantos pais ao verem seus filhos fora da igreja, longe do Caminho que leva a Deus:
Onde erramos?

Quando olhamos e sentimos tamanha decadência da sociedade – drogas, violência, corrupção, casamento homossexual - tudo isso, diante de uma igreja que deveria ser o sal da terra e a luz do mundo. Não tem como não admitirmos:

A religião falhou.

A igreja de Cristo não falhou. Não falha e nunca falhará.

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16.18

Aprendemos que religião significa religar. A boa religião seria aquela que busca religar o homem a Deus. Mas seria esse o sentido e o significado da palavra religião?

No blog “Palavras e Origens”, que é também o título do seu livro, o professor Gabriel Perissé, especialista em etimologia, apresenta a palavra religião da seguinte forma: 

A etimologia popular atribui a origem da palavra "religião" a religare, do latim: a religião religaria o homem a Deus. Uma ideia bonita... mas sem fundamento. Etimologia falsa, embora cheia de boas intenções.

No latim, religio designava "respeito", "reverência". A palavra deriva de relegare, em que re-significa "de novo", e está associado ao verbo legere, que significa "ler", abrigando o sentido de "tomar com atenção".

Em sua origem latina, "religião" não é palavra religiosa, não remete ao transcendente. A religio romana referia-se à atitude de reverência que um cidadão romano tinha pelas instituições do Império.

Portanto, religião não tem nada a ver com o verbo religare. Menos ainda com a ideia de religar a Deus. Religio que é religião refere-se à atitude de adoração ao imperador romano.

De sorte, que a religião se coloca como grande obstáculo entre o homem e Deus, na medida em que o religioso necessita sempre de algo aparente (o homem ou sua imagem) para viabilizar a sua adoração. (exemplos: o papa, Buda e líderes evangélicos carismáticos).   

Na religião o homem é adorado ou adora o próprio homem, isto é, adora a si mesmo, como afirma Tiago 1.24:

“pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência.”

Esse texto faz parte dos argumentos apresentados por Tiago para demonstrar a diferença entre o religioso e o praticante da Palavra de Deus. A prática religiosa está limitada à aparência e o que é aparente também é inconsiste.   

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” Hebreus 11.1

Nesse sentido a religiosidade é desprovida de fé, por isso mesmo, ela é o maior obstáculo entre o homem e Deus. Porque “sem fé é impossível agradar a Deus”. Hb 11.6
E o pior: 

Falta ao religioso discernimento das coisas espirituais (Nicodemos): 

“Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?” João 3.10

O religioso se acha santo e apresenta como mérito a santidade conquistada com seus próprios esforços, porém é incapaz de qualquer gesto de renuncia. Caso daquele homem rico e extremamente reliogioso que procurou a Jesus, mas a conversa terminou assim:

“Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo.” Lucas 18.22 e 23

Os religiosos exigem que Jesus prove através de milagres que ele é Deus e tem poder:

“Como afluíssem as multidões, passou Jesus a dizer: Esta é geração perversa! Pede sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas.” Lucas 11.29

Uma das características da religião, independente de placa de igreja, é que ela parece padecer de uma espécie de esgotamento da fé: quanto mais sinais e milagres ela vê ou recebe, mais ela precisa de milagres, e ainda assim, não crê verdadeiramente:

“E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,” João 12.37

Até porque milagres não produzem fé. O que produz fé é a Palavra de Deus.

“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. Romanos 10.17

O escritor Phillip Yancey tem um livro, cujo título é: “Decepcionado com Deus”. Eu diria: decepcionado com a religião. Deus jamais decepcionou a qualquer que em Jesus busca o maior de todos os milagres: A salvação. 

O único caminho que religa o Homem a Deus, por meio da reconsiliação da critura com o seu Criador, é Jesus.






sábado, 6 de agosto de 2011

Meu Pai, Meu Mestre

Meu pai era um homem simples.
Homem sem muito refinamento;
Homem de poucas letras,
Até parecia de pouco sentimento.
   
Como um pássaro criando os seus filhotes,
Ele lutou para que eu tivesse pão e ninho.
Trago no corpo as marcas de suas mãos,
E na alma, os lampejos de seu carinho.
   
Meu pai foi meu primeiro professor.
Sua simplicidade, seu caráter, seu exemplo...
Sua vida marcou a minha vida desde a juventude;
   
Pai não ensina apenas falando,
Pai ensina vivendo. Acabei aprendendo
Que o amor é a maior de todas as virtudes.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

PERDÃO

O perdão é assim como uma estrada,
Uma velha estrada de terra batida...
Onde se pode olhar nos olhos,
Dar as mãos, sonhar e correr pela vida.

Perdoar é construir pontes
Sobre águas e magoas...
E ver no horizonte
Despontar um sol de paz
Banhando com brisa calma,
Os prados do corpo e da alma.
 
Per-doar é doar-se pelo outro,
Em nome da reconciliação.
É abrir o coração
Como se abre
Um frasco de mais pura essência:
O suave e denso perfume da convivência.
 
Para reconciliar-se com o mundo,
Até o Criador se deu pela criatura.
Seja na presente circunstância
Ou na desavença futura...
Não há dor que o perdão não cura.

O perdão não deixa espaço para ressentimentos.
O perdão perpetua o calor do abraço,
No momento em que renasce
Com o amor e a confiança, o relacionamento.
 
De novo a velha estrada de chão batido.
Agora, caminho novo, em amor reconstruído.
Depois do abraço da reconciliação
É tempo de recuperar o tempo perdido.
Que a vida sem perdão não faz nenhum sentido.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

ARTE: AÇÃO, EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO

   

O que é arte? De acordo com o dicionário Aurélio, arte é a capacidade que o ser humano tem de por em prática uma idéia. Esse significado vem do termo grego poiesis, que significa ação de fazer algo.

Arte, portanto, é capacidade e, capacidade, por sua vez, é talento, que significa aptidão natural ou habilidade adquirida.

Na Bíblia, as primeiras referências à arte encontram-se no livro de Gênesis 4.20-22, referindo-se à arquitetura, à música e às artes plásticas, principalmente a escultura.

Falar de arte é falar de talento, cujo significado vem do termo grego talanton, que é a soma de sessenta minas, uma espécie de moeda da época, portanto está associado à economia, ou seja, à sobrevivência.


TALENTOS E DONS ESPIRITUAIS

Na parábola dos talentos Jesus usa a figura do talento para falar aos seus discípulos a respeito dos dons espirituais que haveriam de receber como cooperadores do reino de Deus (Mt 25.14-15; 1Co 12.1).

Diferentemente dos talentos, dons espirituais são concedidos somente aos salvos, aqueles que foram selados pelo Espírito Santo, que é o Dom de Deus (At 2.38).

O talento pode ser uma aptidão natural a ser desenvolvida ou uma habilidade adquirida:


Diagrama do Talento

       Treinamento (confirmar aptidão/adquirir técnica)

       Apoio (é fundamental, tanto moral quanto material)

       Ler (o máximo possível sobre a área de atuação)

       Especialização (definir a área de atuação)

       Necessidades (identificar metas e objetivos)

       Trabalho, Trabalho, trabalho...

       Oportunidade (talento é tudo isso + oportunidade)


Os dons espirituais, no entanto, jamais poderão ser adquiridos pelos esforços ou pela vontade do homem (At 8.18-20):

Diagrama dos Dons

       Dádiva (neste caso, dádiva da Graça de Deus)

       Obediência (começa com a aceitação de Jesus)

       Necessidades (visa o bem de todos na igreja)

       Submissão (submeter-se à missão e servir com amor)

O artista, neste caso, a pessoa que se manifesta através de algum tipo de arte, pode ser extremamente talentoso na sua área de atuação, no entanto, não podemos afirmar que seja a manifestação de algum dos dons espirituais, principalmente se não conhecemos a sua vida espiritual.


INVESTIMENTO E REVESTIMENTO

Os talentos se desenvolvem por meio do investimento de tempo e/ou dinheiro para o aperfeiçoamento de técnicas e habilidades, enquanto que os dons espirituais são decorrentes do revestimento do poder de Deus, mediante a ação do Espírito, na vida daqueles que se submetem à vontade de Deus.

De sorte que quando alguém, salvo por Jesus Cristo, investe no desenvolvimento dos seus talentos produzirá bens para o seu próprio bem e para o bem da humanidade. Mas aquele que, além disso, se submete ao Espírito Santo, receberá, mediante a escolha do próprio Deus, os dons espirituais necessários à realização do seu ministério e, revestido do poder de Deus, produzirá vida na vida de outras pessoas e a edificação do corpo de Cristo.


A ARTE E O CULTO

O ato de culto a Deus é, por excelência, um ato de comunicação entre o adorador e Deus.

Arte é ação. Por meio da arte o ser humano realiza as suas ações. Arte é realização. Daí as expressões do tipo: a arte de cozinhar, a arte dirigir, a arte de pregar, no sentido de fazer bem toda e qualquer atividade humana.

Não há, porém, realização sem comunicação e não há comunicação sem expressão.

Logo, a arte, quer seja na igreja ou fora dela, é o meio de expressão pelo qual se viabiliza a comunicação. De sorte que, quanto maior for a nossa compreensão sobre a arte, nas suas mais diversas formas de manifestação, maior será a qualidade da nossa comunicação, tanto em relação aos homens, quanto em relação a Deus.

A arte deve, portanto, contribuir com a beleza, a estética e a qualidade do culto, sem interferir no aspecto sublime daquele momento, que é, por natureza, espiritual. Porque Deus procura a adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).


CONCLUSÃO

Por saber da importância da arte na vida do ser humano, o diabo a utiliza de forma tão inescrupulosa e na mais larga escala, deixando como resultado dentre os mais nefastos danos ao homem, o preconceito do povo de Deus contra a arte e suas manifestações.

Devemos orar pelos nossos irmãos em Cristo que, de alguma forma, estejam envolvidos com algum tipo de arte (música, teatro, dança...), dentro ou fora da igreja, para que Deus lhes dê sabedoria, e sobretudo, para que possam submeter-se à missão a que Deus os incumbiu.   

sábado, 2 de julho de 2011

A Dita é Dura

O que mata não são as armas de fogo

O que mata é o vale tudo desse jogo

Onde a farsa dessa alegoria

Que chamamos de democracia

Quando na verdade a dita é dura

E priva as gerações presente e futura

Dos direitos mais elementares

A ponto de jogar para os ares

O escrito da constituição

Matando o sonho e o cidadão.

Antes que morra a frágil liberdade

Pelas as armas da impunidade

Que permitem pelo dinheiro

Subjugar o povo brasileiro

À miséria e fome – armas fatais

Num país de tantas riquezas naturais

De tanta gente boa e honesta

Nas mãos de gente que não presta

Antes de querer desarmar a nação

É preciso, sobretudo, desarmar o coração.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Graça é de Graça

 Repartir não é dividir.
Repartir é multiplicar.
De sorte, que o que reparte
Cresce na vida e na arte
De saber
Que viver é compartilhar:
Um pequeno gesto,
Um sorriso,
A vida, se preciso.


É possível que um olhar
Faça a diferença.
Mas é preciso ir além
Dos gestos e das palavras...
Compartilhar o que se sente,
O que se pensa,
O que se tem na despensa.


Repartir é partilhar graça.
A Graça é de graça
E a si mesma se basta.
O preço foi pago na cruz.
Como prova de um amor
Que não se gasta:
O Amor de Deus
Revelado em Cristo Jesus.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A SALVAÇÃO É PELA GRAÇA, MEDIANTE A FÉ, E NÃO PELAS OBRAS

De acordo com os textos abaixo, a salvação é pela graça, mediante a fé em Cristo Jesus.

Vale lembrar que o significado da palavra CARIDADE, que geralmente aparece nas versões mais antigas da bíblia, é AMOR, e não obras, como querem alguns.

A primeira questão a ser considerada é que a salvação é um DOM GRATUITO de Deus. E, se é gratuito, não depende de obras, até porque isso seria querer tornar-se merecedor da salvação, por mérito próprio, ou seja, pelas obras, desqualificando o sacrifício de Cristo.

“porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6.23)

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;


não de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2.8 e 9)

“E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.” (Romanos 11.6)

“não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,” (Tito 3.5)

Além disso, a bíblia afirma que as nossas justiças são como TRAPO DE IMUNDÍCIA, que no tempo do Antigo Testamento, era uma espécie de trapo usado pelas mulheres para se limparem durante o período da menstruação, ou seja, por mais justas que sejam as obras praticadas pelo ser humano, elas não tem nenhum valor para justificar o homem diante de Deus ou para garantir a sua salvação.  

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.” (Isaías 64.6)

Aí é que entra o amor de Deus, amor sem medida, pois pela nossa condição, nenhum de nós, praticante ou não de boas obras, merece a salvação, mas Deus em seu amor compadeceu-se de nós, e mediante a nossa fé em Jesus, nos oferece de graça a salvação.

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,

e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos,

para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.” (Efésios 2.4, 5 e 7)

Porque não há nenhum outro nome, nenhum outro meio, quer sejam obras ou qualquer outra coisa que o ser humano possa imaginar, que possa garantir a salvação, a não ser Jesus.

“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (Atos 4.12)

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (João 14.6)

Evidentemente que muitos de nós continuaremos insistindo na possibilidade de se obter a salvação por meio das obras ou das obras de caridade, como queiram. E muitos morrerão pensando assim. Certamente que serão decepcionados após a morte. Os textos bíblicos ora apresentados, não deixam dúvidas de que não há a menor possibilidade de salvação pelas obras. Fazer o bem é dever de todo cidadão.

Mas a todos quantos reconhecerem que a salvação somente é possível por meio de Jesus, será dado não somente a salvação, mas também o direito de serem feitos filhos de Deus.

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“ (João 1.12)